SUBSÍDIOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO PROEJA NO COLÉGIO ESTADUAL “MARQUÊS DE CARAVELAS”, Arapongas/PR

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                 

 

                                                               

 

                                                

                                                                 LÉLIA GIANCRISTOFARO ZANIN[1]                                                          

RESUMO

 

O presente trabalho é parte do processo formativo proporcionado pelo Programa de Desenvolvimento Educacional, PDE, por meio da Secretaria Estadual de Educação, SEED, no estado do Paraná. Trata-se da análise da implantação de um novo programa que integra a Educação Profissional com a Educação de Jovens e Adultos em nível médio, PROEJA, no Colégio Estadual “Marquês de Caravelas”, localizado no município de Arapongas. As perspectivas de implantação do curso Secretaria Executivo para o ano de 2010 fora amplamente analisado no grupo de estudos com o objetivo de refletir sobre as questões que perpassam o mundo do trabalho dentro da pedagogia histórico crítica contribuindo para a formação continuada dos professores. O grupo abarcou temáticas pertinentes ao projeto e destacou a relevância da formação continuada como requisito para que as concepções filosóficas e metodológicas sejam assumidas de forma consciente pelos professores estabelecendo a relação necessária entre a prática e a teoria que a embasa, além do conhecimento do processo educativo. Considerando as limitações na implantação do PROEJA na escola, destacou-se a necessidade das políticas públicas precederem reflexões para que a mesma venha a atingir seus objetivos e atender às necessidades da população que de uma forma ou outra se encontra marginalizada no processo educacional. Dessa forma, o professor assume o seu papel no processo de construção de uma sociedade que toma o trabalho como princípio educativo de valorização do ser humano.

 

ABSTRAT

The present work is proportionate formative party to suit for the Program of Educational Development, PDE, by means of the State Secretariat of Education, SEED, in the state of the Paraná. One is about the analysis of the implantation of a new program that integrates the Professional Education with the Education of Young and Adults in average level, PROEJA, in the state school Marquis of Caravelas located in the city of Arapongas. The perspectives of implantation of the Executive course Secretariat for the year of 2010 are widely analyzed in the group of studies with the objective to reflect on the questions that inside perpassam the world of the work of the critical historical pedagogia contributing for the continued formation of the professors. The group accumulated of stocks thematic pertinent to the project and detached the relevance of the continued formation as requisite so that the philosophical and metodológicas conceptions are assumed of conscientious form for the professors having established the necessary relation between practical and the theory bases that it, beyond the knowledge of the educative process. Considering the limitations in the implantation of the PROEJA in the school, it was distinguished necessity of the public politics to precede reflections so that the same one comes to reach its objectives and to take care of to the necessities of the population whom of one it forms or another one meets kept out of society in the educational process. Of this form, the professor assumes its role in the process of construction of a society that takes the work as educative principle of valuation of the human being.

 

Palavras-chave: Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Educação de Jovens e Adultos. Ensino Profissionalizante. Educação e Trabalho. Programa de Desenvolvimento Educacional.

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

          A minha participação no Programa de Desenvolvimento Educacional, PDE, no Paraná, ocorreu pela necessidade de uma formação continuada mais sistemática que viesse contribuir para uma reflexão coletiva do momento educacional atual.

O PDE teve início com a inscrição em “Disciplinas Técnicas” pelo trabalho desenvolvido com o ensino profissionalizante. A proposta de estudos foi construída a partir da experiência que seria realizada no Colégio Estadual “Marquês de Caravelas”, na cidade de Arapongas, com a implantação pela Secretaria de Educação do estado do Paraná, SEED, do Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos, PROEJA, com o Curso Técnico em Secretariado.

Após a realização das disciplinas, optou-se pela construção de um caderno temático que objetivava, através dos textos produzidos, refletir sobre o ensino profissionalizante na perspectiva da formação ampla para o mundo profissional com uma relação direta com o trabalho e não apenas com o emprego, estabelecendo a intencionalidade necessária para o pleno desenvolvimento e relacionamento do trabalho como manifestação de vida e de transformação individual e coletiva.

Dentro das atividades do Programa de Formação, realizou-se a implementação do projeto com a formação de um grupo de estudos visando contribuir para a formação continuada dos professores que atuavam na educação profissional e que provavelmente atuariam com o PROEJA, com o curso “Técnico em Secretariado”, com perspectivas de implementação para o ano de 2009, mas prorrogado para 2010, alterando parte do projeto formativo.

O artigo científico é resultado do processo formativo e fundamenta-se nos estudos de Arce(2001), Arroyo(1989), Arruda(1989), Ciavata e Frigotto(2004 e 2005), Freire(1999), Frigotto(1996 e 1997), Gomes(1999), Kuenzer(1997 e 2000), Libâneo(1991 e 1999), Marx&Engels(1981), Marx(1989), Nosella(1989), Saviani(2003); pois os mesmos desenvolvem seus trabalhos dentro da perspectiva marxista e da pedagogia histórico crítica que é a pedagogia que perpassa a relação educação, sociedade e trabalho, temas de interesse nos estudos empreendidos, especificamente a relação entre alunos jovens e adultos, trabalhadores no processo de escolarização em nível médio.

 

DESENVOLVIMENTO

Diante do contratempo ocorrido com o curso “Técnico em Secretariado” que deveria ter sido implantado no início do ano de 2009, o projeto versaria sob a implantação desse curso, optou-se pela realização de um grupo de estudos com os professores que provavelmente comporão a equipe pedagógica e o corpo docente do curso que deverá ser implantado em 2010.

O grupo de estudo contou com a presença da pedagoga que será responsável pelo curso, por oito professores que atuam no curso “Técnico em Administração” e que provavelmente atuarão no PROEJA e por uma representante da equipe administrativa que fez questão de participar do grupo para enriquecer seus conhecimentos, pois além de compor a equipe administrativa ela é pedagoga e interessou-se pelo projeto.  

O Grupo de Estudos foi planejado para ocorrer semanalmente durante oito semanas, aos sábados, das 8 horas às 12 horas, perfazendo um total de 32 horas, mas a pedido dos membros do grupo, estendeu-se para nove encontros, num total de 36 horas.             

O grupo de estudos apoiou-se em dez unidades temáticas que estão presentes no caderno temático disponível na página do PDE, da Secretaria Estadual de Educação do Paraná, SEED/PR. Os temas das unidades trabalhadas versam respectivamente sobre a filosofia da escola, técnico em secretariado; perfil dos alunos e metodologias; histórico da educação de jovens e adultos; histórico do proeja; estrutura do proeja; ideologia de Paulo Freire; neoliberalismo e a educação; teoria histórico crítica; marxismo e o trabalho; histórico do trabalho e a última unidade versa a respeito do mundo do trabalho.

A opção por essas unidades objetiva estabelecer um elo entre o histórico da Educação de Jovens e Adultos, suas pedagogias, até a implantação do PROEJA no Colégio Estadual “Marquês de Caravelas”, na cidade de Arapongas, e a fundamentação teórica que embasa o trabalho como princípio educativo a, e que cabe a escola a função de preparar o aluno de uma forma ampla focando a sua inserção num contexto mais amplo do que a do contexto mercadológico, preparando-o para o “mundo do trabalho”.

Uma das primeiras indagações surgidas refere-se à filosofia do colégio, pois nenhum elemento do grupo a conhecia, não sabiam da importância da mesma e também não imaginavam que o curso profissionalizante possuía uma filosofia diferenciada. O debate ateve-se ao tema “trabalho”. Com relação ao ensino profissionalizante com o qual a escola está comprometida, temos como ponto fundamental a concepção de trabalho como princípio educativo, como elemento orientador da atividade humana e responsável pela sua produção. Dessa forma, partimos do pressuposto que a educação ocorre durante toda a vida, que o mundo do trabalho é parte constituinte da formação humana e que a escola não está atrelada aos interesses políticos empresariais do mercado de trabalho, mas sim está preocupada com a formação integral dos alunos.

Diante do exposto, diante da sociedade atual, qual a contribuição da escola? Qual é o seu papel? Quais as estratégias adequadas para atingirem-se os objetivos?

Sabe-se que vivemos numa sociedade capitalista e neoliberal que produz desigualdades sociais com uma distribuição injusta do capital, dentro da sua lógica moral e ética que é dualista.

Na escola, o trabalho em equipe é parte integrante da sua filosofia, por ser fundamental para o exercício da participação coletiva, na organização e execução das tarefas, partilha de poder e tomada de decisão.

Ainda com base na filosofia da escola, há um entendimento de que o aluno em coletividade deve ser capaz de ações concretas necessárias para a construção da sua história individual, que faz parte da história coletiva, sendo crítico, mas tendo a consciência do respeito pelo pensamento e idéias do outro. Essa integridade entre indivíduo e sociedade, ciência e trabalho, está pautada nas relações interpessoais, respeitado os direitos e deveres de todos.

Questionou-se se a divisão por disciplinas e principalmente em disciplinas do núcleo comum e do núcleo específico não se contrapõe ao apresentado. Também questionou-se se isso não distancia o aluno da escola?

O Projeto Político Pedagógico, Brasil Profissionalizado, do Colégio Estadual “Marquês de Caravelas” foi construído tendo em vista oferecer à comunidade uma educação profissional de caráter transformador. Para tornar viável essa proposta, devemos modificar a nossa prática, muitas vezes fragmentada e individualizada, reflexo da divisão social em que estamos inseridos. A escola deve se mobilizar pela garantia do acesso e permanência do aluno, atendendo às necessidades desses jovens e adultos excluídos do sistema educacional.

[...] isso implica garantir o direito de acesso aos conhecimentos socialmente construídos, tomados em sua historicidade, sobre uma base unitária que sintetize humanismo e tecnologia. A ampliação de suas finalidades- entre as quais se incluem a preparação para o exercício de profissões técnicas, a iniciação cientifica, a ampliação cultural, o aprofundamento de estudos - é uma utopia a ser construída coletivamente. (RAMOS, 2004, p.40)

Para garantir esse direito exposto por Ramos (2004) é que o colégio oferece o Ensino Profissionalizante nas formas Integrada e Subseqüente, no Curso Técnico em Administração e ofertará o PROEJA para a Educação de Jovens e Adultos, no Curso Técnico em Secretariado, buscando a formação de um profissional compromissado. (PROJETO POLÍTICO E PEDAGÓGICO BRASIL PROFISSIONALIZADO. Colégio Estadual “Marquês de Caravelas”. 2008.)

Para entender o movimento pelo qual a educação passou e o retorno do ensino profissionalizante, o grupo de estudos debateu sobre o histórico da educação profissional. De acordo com Frigotto (2005) iniciou-se um período delicado dentro da educação, o retorno do ensino profissionalizante com uma roupagem nova, uma briga entre as forças progressistas e conservadoras e o resultado ou realmente vamos ter uma educação com a visão voltada para a transformação da sociedade ou corre-se o risco de termos a dualidade mais uma vez mantida, o objetivo é o retorno do ensino profissionalizante, a educação do ser humano e não através do ser humano. A finalidade do ensino profissionalizante é oferecer uma educação aos cidadãos que por um motivo ou outro foram impedidos de concluírem a educação básica, e dessa forma serão oportunizados à educação com qualidade, preparando-o para o mundo do trabalho.

O PROEJA não era conhecido de forma integral pelos elementos do grupo e necessitou-se analisar a base legal de sua criação para o entendimento do processo de implantação que vamos vivenciar em 2010. Através do Decreto 5.478/05 cria-se a Educação Profissional técnica para o Ensino Médio na modalidade de EJA, o PROEJA, cuja concepção é fundamentada nos eixos norteadores da Educação Profissional atualmente vigente no âmbito da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, SETEC, que tem como objetivo proporcionar ao cidadão formação integral e social, conforme estabelecido no Documento Base do PROEJA (BRASIL, 2005).

O PROEJA toma como base o direito humano de aprender ao longo da vida e o estabelecimento da relação entre educação e o desenvolvimento social; buscando a confluência do direito da educação com direito ao trabalho e das políticas de educação de jovens e adultos com as políticas de educação profissional e tecnológica. (PARANÁ, 2005)

De acordo com as orientações presentes no documento base, publicado por Brasília: SETEC, 2006, o  programa de integração da Educação Profissional técnica de nível médio ao Ensino Médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos, PROEJA, compreende as transformações galopantes ocorridas no mundo do trabalho e a necessidade de afirmar outras relações sociais e econômicas de produção.

Nesse contexto, temos o desafio de fazer com que o ensino médio profissionalizante prepare o aluno para a continuidade dos estudos para o ingresso num curso superior, mas também capacitá-lo para o mundo do trabalho sem que o mesmo se submeta aos interesses do mercado, mas consiga inserir-se nele.

Sabemos que a educação profissional tem que ser ofertada nas escolas públicas para atender às necessidades dos jovens e adultos que por um motivo ou outro não puderam completar seus estudos no tempo hábil, e que com o PROEJA terão a oportunidade de prepararem-se para o mundo do trabalho com uma formação não apenas técnica, mas sim emancipatória.

A Secretaria de Educação do Paraná, SEED/PR através dos Fundamentos Políticos e Pedagógicos da Educação Profissional (Versão Preliminar. DET/SEED, 2005) estabeleceu os princípios que nortearão o PROEJA: assegurar à população a matrícula e a conclusão do curso, garantir a oferta desse ensino nas escolas públicas de tal forma que ocorrerá a formação em tempo regular para que os conhecimentos sejam realmente adquiridos, tendo como fundamento o trabalho como requisito para a transformação do mundo, estimulando a pesquisa como responsável pela criação da autonomia intelectual e a identidade social à todos com igualdade.

Para que o PROEJA efetivamente atinja seus objetivos é relevante trazer a comunidade para que participe da gestão escolar. Saviani (2003) realça a importância e a determinância do papel da escola como elemento capaz de proporcionar uma educação transformadora. A teoria histórico crítica respalda todo esse processo.

         

[...]trata-se de retomar vigorosamente a luta contra a seletividade, a discriminação e o rebaixamento de ensino das camadas populares. Lutar contra a marginalidade através da escola significa engajar-se e no esforço para garantir aos trabalhadores um ensino da melhor qualidade possível nas condições históricas atuais. O papel de uma teoria crítica da educação é dar substância concreta a essa bandeira de luta de modo a evitar que ela seja apropriada e articulada com os interesses dominantes” (SAVIANI, 2003, p.42).

         

          Ao lado dos fundamentos da teoria histórico crítica, o autor Paulo Freire foi citado como um referencial importante dentro da modalidade PROEJA, por seu trabalho voltado para a pedagogia libertadora. Para Freire, o processo educativo implica em ensinar de forma viva, instigadora e desafiadora, é a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem, é a aprendizagem que ocorre de dentro para fora.

         Nesse caso, a “politização do ato educativo” é fundamental e está no processo de libertação que o processo educativo proporciona.

          Paulo Freire nos alerta para a necessidade de encarar a educação como um instrumento de transformação da sociedade, dentro dos limites que a prática educativa impõe. É necessária a consciência da condição de oprimidos e de depositários da consciência opressora, é necessária uma vontade intrínseca de “fazer” sua própria história, é saber que essa luta sendo coletiva (FREIRE, 1967).

          Ao nos referirmos a Educação de jovens e adultos, estamos pensando em uma população que por um motivo ou outro não teve acesso ao saber, permanecendo com um atraso histórico que pode sim ser superado pela oferta de políticas públicas que garantam o direito à educação. Ligados a esses alunos temos sempre a situação de emprego que está normalmente associada à exploração e opressão da classe trabalhadora.

          Outro tema trabalho no grupo e bastante polêmico foi a discussão da política neoliberal e a sua relação com a educação. Foi difícil argumentar contra ideias arraigada a respeito da valorização da formação técnica em detrimento da formação geral e humana.

          Frigotto, 1995, faz referência ao neoliberalismo como movimento político que influenciou e influencia a sociedade como um todo na busca pela qualidade total que passa pela formação abstrata através da busca pela autonomia conquistada na descentralização, na competitividade, produtividade, eficiência e eficácia. Como não se consegue atingir esse posto, o setor público é considerado culpado pelas crises, portanto, acaba se responsabilizando por elas. E a escola é a primeira a ser apontada como “culpada”.

          A educação não fugiu a regra, ocupou um lugar importante na reconfiguração do mundo do trabalho. As políticas decorrentes tirou-se da escola a função de formar cidadãos críticos e passou-se a cobrar dela a formação de cidadãos conformistas e passivos diante das arbitrariedades ocorridas na sociedade.

          O grupo continuou acreditando que o momento atual é consequência da globalização, como se a mesma ocorresse de forma desenfreada e que a escola não tem como contribuir para mudanças.

          Clamou-se a atenção para o ponto de presenciarmos a escola tratada como mercadoria, assim como o corpo docente e discente. A sociedade foi chamada para assumir a responsabilidade das ações públicas no lugar do Estado, atuando em parceria com a escola.

          Passou-se a cobrar da escola uma formação rápida, instrumentalizando o aluno para que ele desenvolva as habilidades necessárias para inserção na sociedade. Aos professores o exercício da função sem questionamentos.

Torna-se clara, portanto, a conexão estabelecida entre educação/conhecimento e desenvolvimento/desempenho econômico. A educação é, portanto, um problema econômico na visão neoliberal, já que é o elemento central desse novo padrão de desenvolvimento. (LIBÂNEO e OLIVEIRA, 1998, p. 602).

 

                    As conseqüências desse período, que ainda permanecem refere-se a desvalorização da teoria. A prática foi idealizada como a mais importante, como se houvesse a possibilidade da prática pela prática, como se não houvesse necessidade de uma teoria que fundamente a prática. Até hoje ouvimos dos professores que certas reuniões são extremamente teóricas, desvalorizando os espaços de reflexão, refletindo um pragmatismo que se expressa nas ações da escola.

          Algumas práticas refletem essa situação, como a divisão entre disciplina prática e teórica, a separação entre disciplinas gerais e profissionalizantes; inclusive a formação para o mercado de trabalho passou a ser regra, e quando o indivíduo não conseguia um bom emprego era o resultado da sua negligência e falta de dedicação. 

          A escola vem perdendo a sua função ganhando destaque a educação a distancia que na verdade a televisão e o computador cumprem essa função com uma instrumentalização bem maior. O professor deixou de ter sua função como o detentor do saber.

          Não conseguiremos cumprir com a função da escola e formar um cidadão crítico e participativo senão for por uma educação diferenciada que busque através do conhecimento dar condições de entendimento da realidade e da formação total e integral do ser humano.

Há uma sensação de impotência diante da evidência de que se, de um lado, as conseqüências das políticas neoliberais “são ética e politicamente inaceitáveis”, de outro, a lógica do capitalismo só pode se efetivar mediante a contínua negação do direito à vida, à dignidade. Some-se a isso o fato de que, no plano ideológico, a premissa neoliberal propugna a crise do capitalismo como passageira, levando a crer que essas relações são as únicas historicamente possíveis (FRIGOTTO, 2005, p. 82).

      

          Para refletir a respeito do papel da escola, apoiamo-nos na teoria histórico-crítica que fundamenta uma visão diferenciada do papel da escola e da formação do aluno. A teoria histórico-crítica surgiu em meados de 1980, conforme Saviani (2003), como uma resposta aos anseios dos educadores que descontentes com as pedagogias não críticas em vigor no meio educacional, desde a tradicional, passando pela escolanovista e tecnicista e também com as visões crítico – reprodutivistas da teoria da reprodução e da escola dualista que continuavam a enxergar a escola como aparelho ideológico do estado. O nosso estado adotou imediatamente esse novo conceito em educação e implantou a teoria histórica crítica como sistema oficial de ensino criando para embasar essa pedagogia, o Currículo Básico do Estado do Paraná.

          Para que uma teoria histórico crítica da educação possa se constituir em pedagogia histórico crítica, ela precisa assumir um posicionamento sobre o que é educação e o que significa educar seres humanos

A Pedagogia Crítica implica a clareza dos determinantes sociais da educação, a compreensão do grau em que as contradições da sociedade marcam a educação e, conseqüentemente como é preciso se posicionar diante dessas contradições e desenreda a educação das visões ambíguas, para perceber claramente qual é a direção que cabe imprimir a questão educacional (SAVIANI. 2003, p.103).

 

Cabe aqui uma ressalva, a pedagogia histórico-crítica não traz de volta a pedagogia tradicional, como foi apontada por alguns elementos do grupo. Saviani(2003) nos lembra que é o retorno dos conteúdos sim, mas não de forma inerte, mas sim vivos e concretos e fazendo parte da realidade sociopolítica, ultrapassando o limite do conteúdo bem assimilado, para o conteúdo significativo, social e humano.

Assim iremos ao encontro com o tipo de homem que queremos formar, como nos diz Libâneo (1999), proporcionar ao aluno o domínio dos conteúdos para que formem a consciência crítica necessária para empreenderem as lutas sociais plausíveis para a transformação individual e coletiva. Em outras palavras a prática social é o ponto de partida e de chegada da prática social referida por Saviani (2003).

Os elementos do grupo não conseguem pensar no trabalho como forma de emancipação e acreditam que muito menos os alunos que o encara como “escravidão”.

           Kuenzer (2000) nos lembra que para Marx o trabalho é a essência do homem, é o diferencial entre o animal e o ser humano, é através do trabalho que o homem se humaniza, pois ele é a produção real da sua inteligência, é o resultado da sua ação sobre a natureza. E é através dessa consciência sobre “ser produtivo” que o homem adquire a consciência de si e do mundo em que vive.

          Que paradoxo! O próprio trabalho que humaniza, hoje está desumanizando, pois é exatamente através do trabalho que o homem está sendo alienado, o operário está sendo desrespeitado a partir do momento que ele recebe pela força do seu trabalho e não pela sua produção.

            Será que a escola possui todo esse potencial de transformação? Como conduzir a educação para que isso se torne realidade?

O único local onde a classe operária pode encontrar subsídios para a transformação na sociedade está na escola, é lá que se encontra o conhecimento científico produzido de forma sistemática e histórica que lhe dará a formação capaz de fazer alguma diferença. O PROEJA nos colocará frente a frente com essa desigualdade social, e teremos que construir a metodologia que mais se adapta a essa modalidade de ensino  para desenvolver o trabalho intelectual articulando-o com a práxis, mesmo sabendo que a responsabilidade sobre ela não é da escola e sim da sociedade, da empresa que tem o dever de treinar seus fundionários, o lugar de desenvolver competências não é na escola. (Ciavata e Frigotto, 2004)

Todavia, não é só a detenção desses conhecimentos que impulsionará a transformação, é necessário o pensar de forma coletiva, é conseguir através desses conhecimentos buscar a emancipação. À escola cabe também essa responsabilidade, a de passar uma visão de coletividade, de desenvolver as capacidades cognitivas e afetivas, articulando essa capacidades ao mundo do trabalho, mas jamais reduzindo-o a esse mundo.

A exclusão social que vivenciamos só pode ser enfrentada através da escola, e a responsabilidade por essas atitudes, além da política, esta nas mãos do professor. Os alunos do PROEJA como regra geral, são pessoas excluídas que depositam na educação a credibilidade e a possibilidade de uma acessão social, acessão essa que não está diretamente relacionada a escola, mas que certamente passa por ela. (Ciavata e Frigotto, 2004).

          Após vários debates faz-se ainda necessário distinguir mercado de trabalho de mundo do trabalho. Quando nos referimos a preparar o aluno para o mercado de trabalho, queremos como escola assumir que estamos dando competências e desenvolvendo habilidades para que ele possa satisfazer as exigências dos empregos que estão sendo oferecidos, instrumentalizando-o para ser o operário oprimido que simplesmente cumpre com a atividade que lhe é proposta. Ao contrário quando nos referimos a preparar o aluno para o “mundo do trabalho” estamos querendo dar-lhe condições de através da aquisição de conhecimentos inserirem-se na sociedade como um todo, pois a nossa proposta é enxergar o trabalho como fonte de produção social, resultado da sua capacidade de agir e de transformar a natureza, a si mesmo, e a sociedade, ou seja, é uma visão totalmente diferenciada (SAVIANI, 2003).

          De acordo com Saviani (2003) o processo educativo tem como princípio o trabalho e a cultura, pois são fatores que determinam à socialização, envolvendo características da produção material juntamente com a intelectual. Analisando essa fala concluímos que a formação integral envolve ciência, tecnologia, política, economia e ética, é uma formação politécnica necessária para acabar com a dualidade do trabalho intelectual e do trabalho manual.

          Saviani completa sua fala dizendo que a relação entre educação e trabalho é o da construção social, colaborando com a formação profissional através da educação ética, política, econômica e social, tudo com o objetivo da formação integral do cidadão como um direito a ser respeitado.

          De acordo com Marx e Engels (1981), o que se busca não é apenas o entendimento de um problema e a reflexão sobre o mesmo, mas a tomada de posição que visa á transformação da realidade, dimensão teleológica que se diferencia da dimensão cognitiva que envolve o conhecimento. Cabe aqui ressaltar a diferença entre informação e conhecimento, sendo informação a prática teórica e conhecimento a ação reflexiva que junto com a dimensão afetiva busca a tomada de posição frente à realidade.

          E a lacuna entre a teoria e a prática?

          Kuenzer (1997) dia que essa lacuna deve ser preenchida pela “mediação”, é o saber educativo que tem como finalidade fornecer: a teoria, a consciência: e capacitar o educando a ter subsídios para agir e transformar diante das circunstâncias apresentadas; é a materialização da teoria que gera essa transformação.

          Na vida em sociedade ocorre o inverso, o desenvolvimento de competências ocorre através da mobilização dos conhecimentos. Precisamos ter claro qual é a função exata da escola, para não corrermos o risco de nos colocarmos a serviço da manipulação e manutenção da classe capitalista, pois estaríamos excluindo em vez de incluir, estaríamos nos utilizando da máquina social que é a escola para perpetuar a dualidade que serve a classe que detém o poder.

Cabe às escolas, portanto, desempenharem com qualidade seu papel na criação de situações de aprendizagem que permitam ao aluno desenvolver as capacidades cognitivas, afetivas e psicomotoras relativas ao trabalho intelectual, sempre articulado, mas não reduzido, ao mundo do trabalho e das relações sociais, com o que certamente estarão dando a sua melhor contribuição para o desenvolvimento de competências na prática social e produtiva (Kuenzer, 1997, p.18 ).

 

           Como deve ocorrer então a formação continuada dos professores?

Temos que repensar a educação tendo como foco o trabalho deve buscar a formação inicial e continuada dos professores. A educação formal, conseguida na escola tem que objetivar a formação do cidadão trabalhador, consciente e crítico capaz de resistir a toda e qualquer tentativa de dominação social, quer seja pelos empresários, quer seja do próprio Estado. Precisamos fazer valer os discursos retóricos presentes sempre em todas as falas e em todos os documentos oficiais com relação à educação. (FRIGOTTO, 2005)

          Permanece uma indagação a ser respondida. O que está trazendo o trabalhador de volta aos bancos escolares? Com certeza a garantia de uma educação diferente que venha de encontro com seus anseios, que lhe traga conhecimentos acadêmicos que sejam importantes para a sua vida. Vislumbramos nessas expectativas a ideologia da formação escolar como responsável pela formação da cidadania, da busca pela concretização do ditado “saber é poder”.

[...] enquanto o Governo pretende despolitizar a educação, a sociedade defende que ela seja uma questão eminentemente política, sem deixá-la à mercê do mercado, das demandas da produção e da informática - como pretende o neoliberalismo. O grande embate entre o plano do governo e da sociedade é que, enquanto o primeiro pretende dar conta das demandas do mercado, o segundo quer garantir a dignidade humana da infância, da adolescência e da juventude. (Frigotto, 2005, p. 82),

 

          Diante dessa realidade, explicita-se a impossibilidade de continuarmos na escola com a dicotomia saber intelectual e saber manual. Não podemos mais deixar de assumirmos o compromisso com o resgate da dignidade humana e do potencial de realização do trabalho como produção humana. Urge desenvolvermos um processo educativo que venha ao encontro dos anseios da população que hoje procura na escola uma alternativa para a vida.

          Pretende-se que o curso “Técnico em Secretariado” eduque o trabalhador pelo trabalhador formando um ser humano íntegro, consciente e participativo, agente transformador da sociedade, preparando-o para o mundo do trabalho, mas não nos esquecendo que ele está inserido no mercado de trabalho e que necessita ampliar seus conhecimentos teóricos, mas ao mesmo tempo relacioná-lo com a práxis, que é o objetivo do ensino profissionalizante.

          O curso Técnico em Secretariado não está pautado na perspectiva excludente, ao contrário, está alicerçado na teoria histórica e crítica que visa à formação integral para o mundo do trabalho, buscando uma educação libertadora, capaz de contribuir para a formação integral do ser humano.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

            Encerrando a participação no PDE, após dois anos de estudos e reflexões, percebi a necessidade de uma formação contínua dos professores, da equipe pedagógica e gestora para que o processo educacional ocorra dentro dos objetivos propostos e que venham ao encontro da filosofia do colégio e com a metodologia adotada pelo Estado, principalmente no que diz respeito ao ensino profissionalizante e compreensão do mundo do trabalho.  

          Nos dezoito anos que venho desenvolvendo atividades docentes na rede estadual é a primeira vez que a implantação de um novo programa PROEJA foi antecedida por um estudo sistemático dentro do próprio colégio, para que haja o conhecimento do processo que será desenvolvido além do conhecimento histórico desse mesmo processo, para que as dúvidas sejam sanadas e as discussões cheguem a um consenso, primando pelo referencial adotado como embasamento para os esclarecimentos das questões.

            No início do grupo de estudos havia a expectativa, ou quem sabe a pretensão, de que os elementos do grupo acatariam as informações passadas como verdadeiras e que isso traria uma mudança de pensamento concomitante com uma mudança de postura e de condução do trabalho pedagógico. Que esse processo geraria discussões, entraves até que fossem sanadas todas as dúvidas era óbvio, mas o resultado não foi exatamente o esperado.

             O embate surgido inicialmente esteve relacionado à acomodação e conformismo diante da realidade atual. Percebe-se que não houve discordância, mas descrédito no processo de implantação do Programa. Apesar do grupo não ter como objetivo a mudança, mas sim a reflexão, esperava-se que a consequência fosse um posicionamento prático e uma mudança na maneira de se conduzir o processo educacional dentro da sala de aula.

Sabe-se que quando há uma proposta nova surgem às divergências e que as mesmas são benéficas, pois fazem com que as dúvidas sejam sanadas e o tema em questão torna-se mais explícito pelo processo de reflexão ocorrido. No caso em questão percebe-se que essas divergências estão relacionadas à própria concepção de homem, de sociedade e de trabalho.

Na sequência um outro foco de discussão que não ficou resolvido refere-se à relação “teoria e prática”. O discurso da necessidade da prática faz com que a teoria hoje seja superficial demais e ela não dá conta dos seus objetivos, ou seja, ainda precisamos de espaços de reflexões para uma análise mais profunda sobre o tema.  O que se pretende com essa reflexão é apontar que toda prática tem uma teoria que a fundamenta e explicitar essa teoria é importante para esclarecer a concepção do PROEJA e todas as concepções que lhe são automaticamente subordinadas.

As reflexões ocorreram de forma positiva e percebe-se que houve um grande avanço na mentalidade do grupo, mas que os momentos de reflexões precisam continuar ocorrendo continuadamente, para que a implantação do curso atenda as expectativas dos alunos dentro do proposto pelo próprio colégio.

Pessoalmente foi enriquecedor todo esse processo de grupo de estudos, pois o mesmo exigiu um aprofundamento teórico para corresponder às expectativas do grupo e poder embasar os questionamentos e dúvidas.  

Pode-se concluir que permanece a necessidade eminente de ampliar a perspectiva teórica metodológica dos professores de uma maneira geral, mas especificamente dos professores que atuam no ensino profissionalizante e que posteriormente atuarão no PROEJA.

Afinal cabe a nós profissionais da educação um conhecimento mais profundo da própria educação, do processo educativo, das teorias da educação para que possamos exercer o nosso trabalho de forma consciente.

            Partindo-se do pressuposto que muitos jovens e adultos necessitam de uma formação profissionalizante, pois de uma maneira geral os mesmos estão inseridos mundo do trabalho e participam do processo produtivo pelas próprias exigências de satisfação das necessidades econômicas da vida.

            Visando a reinserção dos alunos do PROEJA no sistema educacional busca-se a formação profissional na perspectiva da totalidade para que não haja a fragmentação na construção do conhecimento integrando teoria e prática para capacitá-los para o enfrentamento das mais diversas situações da realidade e oriundas do mundo do trabalho.

            Cabe a educação a formação humana dos seus educandos além da formação profissional, objetivando uma visão crítica e ética capaz de adaptarem-se as exigências do mundo do trabalho, favorecendo a construção da identidade.

Conseguiu-se no decorrer do grupo de estudos estabelecer-se uma relação entre educação e trabalho, enxergando o trabalho como forma de vida, de ação, de transformação e capaz de humanizar o mundo e que, portanto, devemos agir de forma diferenciada e educar de forma consciente.a visão de trabalho também seja modificada, que ele seja visto como princípio educativo capaz de estabelecer novas relações sociais e históricas onde o trabalhador não seja mais explorado e sim saiba organizar-se contra a opressão. Através desse princípio a escola parte da realidade, mas tem como ponto de chegada uma pessoa inteira, íntegra capaz de agir e modificar a realidade excludente e isso se torna possível através DA escola, NA escola e COM a escola.

Não ficou convicto para o grupo que a escola não deve relacionar o processo pedagógico com as exigências empresariais que visam à formação manual e não intelectual e que na escola temos que ouvir o trabalhador, pois só assim entenderemos a necessidade eminente de adotarmos uma pedagogia histórica e crítica, onde trabalhadores e intelectuais se unem com um objetivo comum: a formação de uma sociedade onde o trabalho seja sinônimo de libertação.

Finalmente conclui-se que a concepção de educação e trabalho foi estudada, embasada e tornou-se mais sólida vertendo para a visão do trabalho como princípio educativo.

Faz-se nesse momento uma ressalva quanto ao descompasso existente entre a implantação de uma política pública e o tempo de estudo necessário para que a mesma ocorra de forma consciente e que esse tempo não pode ser acelerado caso contrário será mais um programa implantado de forma abrupta por não possuir o embasamento teórico metodológico necessário para o enfrentamento dos contratempos que surgirão.

Percebe-se que pelo próprio contratempo de ter sido adiado a implantação do curso foi benéfica, pois permitiu que o processo de reflexão inicia-se, mas percebe-se que os professores e a equipe pedagógica ainda não está num processo maturacional necessário para o início de uma política pública que realmente vêm de encontro com a necessidade de uma população marginalizada pelo próprio processo educacional.

            Fica aqui a constatação de que a implantação de qualquer política pública deve ser antecipada por momentos de reflexão e que a tomada de decisão do momento adequado para que a mesma ocorra deve partir da própria equipe que vai atuar nesse processo e não dentro do tempo estipulado arbitrariamente o que pode levar ao fracasso e que o PROEJA possui uma estrutura fantástica que não se deve arriscar condená-lo ao fracasso.

            Finalizando quero reiterar a minha crença na educação profissional e no papel do professor como elemento importante no processo de construção de uma sociedade diferenciada que toma o trabalho como princípio educativo de valorização do ser humano.

 

REFERÊNCIAS

 

ARCE, Alessandra. Compre o kit neoliberal para a educação infantil e ganhe grátis os dez passos para se tornar um professor reflexivo. Educação e Sociedade. Campinas, v.22 n.74, abr. 2001.

 

ARROYO, Miguel Gonzalez. O direito do trabalhador a educação.  In: FRIGOTTO, Gaudêncio. Trabalho e conhecimento: dilemas da educação do trabalhador. São Paulo: Cortez; 1989. p. 75-92

 

ARRUDA, Marcos. A articulação trabalho educação visando uma democracia integral. In: FRIGOTTO, Gaudêncio. Trabalho e conhecimento: dilemas na educação do trabalhador. São Paulo: Cortez, 1989. p. 61-74.

 

BRASIL. Congresso Nacional. Constituição Federal da República Federativa do Brasil. 5 de outubro 1988.

 

_______. Congresso Nacional. Lei Federal nº 9.394. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 20 de dezembro de 1996.

 

_______. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CEB nº. 11/2001 e Resolução CNE/CEB nº. 1/2000. Diretrizes curriculares para a Educação de

Jovens e Adultos. Brasília: MEC, maio 2000.

 

_______. Congresso Nacional. Decreto nº 5.478. 24 de junho 2005.

 

_______. Ministério da Educação. Documento base – programa de integração da Educação Profissional técnica de nível médio ao Ensino Médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA. Brasília: SETEC, 2006.

 

Caderno 4, MEC, Trabalhando com a Educação de Jovens e Adultos: Avaliação e Planejamento, 2006. Disponível em: <portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/eja_ caderno4>  Acesso em: 08/11/2008.

 

CIAVATA, M. e FRIGOTTO, G. (Org.). Ensino médio: ciência cultura e trabalho, Brasília: MEC, SEMTEC, 2004.

 

Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos, V Conferência Internacional sobre Educação de Adultos, V CONFINTEA Julho 1997

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa.13. ed. São Paulo:Paz e Terra, 1999.

 

______.Pedagogia do Oprimido. 33 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

 

______.Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1967.

 

FRIGOTTO, Gaudêncio, CIAVATTA, Maria, RAMOS, Marise Nogueira. (Org.). Ensino Médio integrado: concepção e contradições. São Paulo: Cortez, 2005.

FRIGOTTO, Gandêncio. Educação e formação humana: ajuste neoconservador e alternativa democrática. In. GENTILI, Pablo A. A.; SILVA, Tomaz Tadeu da. (Org.). Neoliberalismo, qualidade total e educação: visões críticas. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997, pp. 31-92.

 

FRIGOTTO, Gaudêncio. Educação e a crise do capitalismo real. São Paulo: Cortez, 1996.

______. Trabalho, Conhecimento, Consciência e a Educação do Trabalhador: Impasses Teóricos e Práticos. In: GOMES, Carlos Minayo. Trabalho e conhecimento: dilemas na educação do trabalhador. São Paulo: Cortez, 1989. p. 13-26

GOMEZ, Carlos Minayo. Processos de trabalho e processo de conhecimento. In: FRIGOTTO, Gaudêncio. Trabalho e Conhecimento: dilemas na educação do trabalhador. 2 ed. São Paulo: Cortez Autores Associados, 1989

 

KUENZER, Acácia. (Org.). Ensino Médio: construindo uma proposta para os que vivem do trabalho. São Paulo, Cortez, 2000.  

 

KUENZER, Acácia. Ensino Médio e Profissional: as políticas do estado neoliberal. São Paulo: Cortez, 1997

 

______. A pedagogia da fábrica. São Paulo, Cortez, 1989. 3 ed.                                                                                   

 

LEI DE DIRETIZES E BASES EDUCAÇÃO NACIONAL: texto aprovado na Comissão de Educação, Cultura e Desporto da CD/ com comentários de Dermeval Saviani ... [et al.]. São Paulo: Cortez, ANDE, 1990.

 

LIBÂNEO, José Carlos. A Didática e as Tendências Pedagógicas. In CONHOLATO, M. Conceição et al. (Org.). A Didática e a Escola de 1° grau. São Paulo: Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 1991.

 

______.Didática. 17 ed. São Paulo: Cortez, 1999.

 

MARX, K & ENGELS, F. Textos sobre educação e ensino. São Paulo, Ed. Moraes, 1983.  A ideologia alemã. 1º Capítulo, Lisboa, Edições Avante, 1981.

MARX, K. Contribuição à crítica da economia política. In: MARX & ENGELS. História. 3. ed. (Organizador: FLORESTAN Fernandes). São Paulo. Ática, 1989. (Coleção Grandes Cientista Sociais, 36)

NOSELLA, Paolo. Processos de trabalho e processo de conhecimento. In: FRIGOTTO, Gaudêncio. Trabalho e Conhecimento: dilemas na educação do trabalhador. São Paulo; Cortez, 1989.

 

OLIVEIRA, João Francisco, LIBÂNEO, José Carlos. A Educação Escolar: sociedade contemporânea. In: Revista Fragmentos de Cultura. v. 8, n.3, p.597-612, Goiânia: IFITEG, 1998.

 

PARANÁ. Fundamentos Políticos e Pedagógicos da Educação Profissional. Versão Preliminar. DET/SEED, 2005.

 

PINTO, Álvaro Vieira. Sete lições sobre Educação de Adultos. 11.ed. São Paulo: Cortez, 2000.

 

PROJETO POLÍTICO E PEDAGÓGICO BRASIL PROFISSIONALIZADO. Colégio Estadual “Marquês de Caravelas”. 2008.

 

RAMOS, M N.O projeto unitário de ensino médio sob os princípios do trabalho, da ciência e da cultura. In: FRIGOTO,G. CIAVATTA,M. Ensino Médio: ciência,cultura e trabalho.Brasília:MEC,SEMTEC,2004.

 

SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-Crítica. Primeiras Aproximações. 8.ed. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2003.

 

______. Escola e Democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre a educação política/ Dermeval Saviani, 36.ed. Revista Campinas. SP: Autores Associados, 2003 (Coleção Polêmicas do nosso tempo; vol.5).

 



[1] Professora Graduada, Licenciada, Bacharelada em Psicologia pela Universidade Estadual de Londrina, com especialização em Psicologia Educacional, Organizacional e Clínica; pós graduada em Didática e Metodologia de Ensino pela Universidade Norte do Paraná. Há dezoito anos professora concursada pelo estado do Paraná. Há cinco anos lecionando psicologia nos cursos profissionalizantes.